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Associação dos Delegados de São Paulo reivindica cumprimento das promessas de Doria para a segurança pública

Valorização salarial, recomposição do efetivo e assistência jurídica estão entre as promessas não cumpridas pelo atual governador do Estado de São Paulo, João Daria

Desde o inicio do mandato do governador, a Associação dos Delegados de Policia do Estado de São Paulo (ADPESP) acompanha de perto as promessas para a área de segurança, muitas delas feitas na sede da Entidade, em visita durante a campanha eleitoral Entre as mudanças prometidas, a valorização salarial dos policiais, recomposição do efetivo e mais investimento em infraestrutura. Segundo a Associação, poucos foram os avanços da atual gestão que, além de não cumprir as promessas, também não abre o diálogo com as entidades representativas de classe. "São valorização salarial dos policiais, A Associação alega que o governador João Daria tem se apoiado na Lei Complementar (LC) 173/2020, que prevê, entre outras medidas, o congelamento de salários dos servidores federais, estaduais e municipais até 31 de dezembro de 2021. "É fundamental esclarecer que Mesquita.
A ADPESP aponta que outras promessas também não foram cumpridas, diferentemente do que o governador tem alardeado. "Em outubro de 2019, ao anunciar o pífio reajuste de 5% - engolido posteriormente pelo aumento da alíquota previdenciária, João Doria reformulou o pagamento de bônus por produtividade e prometeu implementar a assessoria jurídica gratuita aos policiais. Mais uma vez, compromissos firmados e não cumpridos", comenta Mesquita.

Referente à assessoria jurídica, a ADPESP obteve via Lei de Acesso à Informação (LA!) a resposta as entidades que efetivamente conhecem os problemas de cada área e podem contribuir com propostas efetivas de melhorias", explica p delegado Gustavo Mesquita Galvão Bueno, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP). a LC não veda aumento salarial, tampouco a contratação de funcionários, desde que respeitados os requisitos previstos na Lei de Finanças Públicas", pontua o presidente da ADPESP, Gustavo Mesquita Galvão Bueno, que complementa dizendo que "o estado de São Paulo paga o pior salário do pais aos seus policiais".
Cabe ressaltar ainda que, apesar da pandemia, São Paulo registra crescimento econômico acima da média. "Desde março do ano passado até o momento, pelo menos seis estados da federação
já promoveram a valorização salarial dos policiais. Fica claro que falta planejamento e boa vontade ao governo de São Paulo para cumprir sua promessa", destaca de que o serviço está em estudo e ainda aguardando resolução secretarial para ser implementado. Já o bônus, a reformulação piorou o beneficio, uma vez que os policiais estão recebendo em meados de 2021 as parcelas atrasadas de 2020. "Os policiais civis de São Paulo já têm o pior salário do pais e não podem nem sequer contar com o bônus para,
minimamente, tentar compensar as perdas salariais acumuladas ano após ano", aponta Gustavo Mesquita. velocidade da evasão dos policiais, decorrente principalmente dos baixos salários, é maior que a de concursos e nomeações.
Permanecemos formando bons profissionais e perdendo-os para outros estados.